sábado, 17 de dezembro de 2011

vale um post

na minha coxa tá escrito "sobe mais" em braile. só que tem que beijar a nuca antes pra conseguir ler.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

acessos diários

eram mais de mil fotos naquele álbum digital. todos os dias um acesso, dois ou três. e assim passou a construir a pessoa imaginária que habitava o corpo, a pele e o sorriso daquela moça ali das fotos. pensava no jeito dela. passava horas pensando em como seria a sua voz e também o cheiro. eram horas e horas, que faziam crescer cada vez mais o fascínio. alguns poderiam chamar de obsessão, esses que tem mania de adicionar maldade em todas as coisas. mas ela é só uma moça não anônima porém desconhecida que ao se mostrar tornou-se objeto de um desejo simples que se tem de olhar, olhar e olhar e nada mais. ela é só imagem. ou era. até um dia, quando ampliou uma foto perdida entre aquelas milhares, em que apareceu chorando de um jeito que preferia ter contido. choro talvez de emoção, talvez de saudade, mais para feliz do que para triste. e desejou saber a temperatura do rosto dela e o gosto das lágrimas. aquela desconhecida. tão linda...


Pra Dani, que lembrou que eu tenho um blog.