terça-feira, 23 de agosto de 2011
Encho a taça com o resto de vinho da garrafa de ontem, em homenagem à sua volta. Se eu tivesse uma cerveja aqui, estaria gelada e seria com ela que eu brindaria ao texto que você acaba de me enviar. Fora que combina mais com essa pequena contravenção que é beber às três da tarde de um dia útil. Não há cerveja e eu ainda morro de saudade. Vou pelas tuas letras e dessa vez elas não me estremecem, como fazem com todas as outras mulheres e com aquelas para quem você escreve. São belas, corretas, fluem bem e eu até encontro nelas um lado seu que eu ainda não conheço, ou que sei pouco, ou que tento adivinhar aqui e ali nesse abismo que existe entre a gente. Quem é você afinal eu talvez nunca saiba além da minha fantasia. Ou talvez eu, um dia, ali, na beira do abismo, salte, e feche os olhos para sorrir, quem sabe? Continuo aqui na margem, vendo você do outro lado, eu sorrio e ergo a taça, saúde, que bom que você voltou. Mas eu ainda preciso te dar um abraço, te olhar e ver você um pouco sem graça, sem muita cara de olhar para mim por mais de quatro segundos sem perder alguma coisa que eu não entendo bem o que é, e é isso, a gente precisa de um abraço para amolecer mais um pouco.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
4 comentários:
Vai lá cara. Olhe nos olhos dela.
Parabéns pelo blog.
Cumprimentos cinéfilos.
O Falcão Maltês
tem um abismo entre todas as pessoas. ali cabe amor. e não bebe em dia útil não, é pecado
Ai, me lembrou de mim, de uma coisa que ronda por aqui... inevitável.
Beeeeeijo
Postar um comentário