terça-feira, 14 de junho de 2011
chance
Vinha andando pela rua o vento frio batendo no rosto fazendo descer dos olhos lágrimas sem emoção, apenas reação ao vento, lágrimas, muitas lágrimas e o coração aquecendo aos poucos e, de repente, alguém gritando ao celular, menina nova, 16 ou 19 talvez, não quero te ver mais, nunca mais, me esquece, vá embora, vá embora para sempre. A rua silenciosa, passos corridos, olho para o outro lado, sim, ele foi atrás dela e ele a calou com um beijo, ele, ela, filme, eu, do outro lado da rua acreditando em segundas chances e cenas de amor acontecem, acontecem todos os dias, mas como aquela, seis e onze da tarde, rua vazia, vento frio, lágrimas sem emoção, coração aquecendo, segundas chances, cenas de amor e a lua, olha a lua, pego o celular para dizer pra você olha, olha a lua!
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3 comentários:
O cotidiano está cada vez mais piegas e adoramos isso, senão não nos tocaria rsrsr
Tentei olhar a lua, mas é noite de eclipse.. =P
Amo a poesia do cotidiano. Pouca gente a percebe.
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