Ele me contou que a mocinha era do jeitinho que ele gostava e que este verão resolveu deixar as pernas de fora com vestidinhos e sainhas e olhar praquilo todos os dias já estava o levando à loucura. Sonhava com aquele cheiro, com aquela nuca, aquele cabelo lisinho, avermelhado, preso displicentemente com uma fivela preta, e algumas sardas nos 2/5 de seios que apareciam em seus decotes comportados. O calor mais a presença dela, fazia de janeiro uma verdadeira tortura. Só havia um detalhe. Pequeno, mas decisivo. A mocinha era casada. Casada há um ano e meio, com o cara com quem namorou por nove, e ainda curtia a fase de suspirar cada vez que ele telefonava ou aparecia no fim do dia para encontrá-la. E aí ele veio me perguntar o que eu achava. E vocês sabem que só acha quem procura. Mas como todo mundo espera que o outro dê a resposta que se espera ouvir, eu mandei essa:
- Meu jogo é sujo e eu só acredito em golpe baixo. Quer comer a mocinha? É fácil. Conta pra ela que você tem um blog, poeta. E dá o endereço.
# perdi o pudor em roubar suas histórias. sorry =)
3 comentários:
hahaha
ADORO poetas. beeem perto
e vem cá, quem suspira depois de 9 ou tantos anos juntos?
conversa
No começo, eu acreditava piamente que só os caras no palco comiam as menininhas. Tempos depois, descobri que não é o palco e sim a aura de arte. Se o cara manejar bem as palavras e tiver um blog, já tem uma boa ação de marketing a seu favor.
Este tema me inspirou...
sim, você descobriu.
SEM MAIS.
rs
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