domingo, 26 de dezembro de 2010

(re)solução de ano novo

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Me apaixonar desmedidamente, fodidamente, enlouquecidamente.

Já fui boa nisso, mas em algum lugar eu deixei a prática de lado e faz tanto, tanto tempo.

E eu cansei de elegância.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

efetivados

Não quero deixar esse poste pros últimos dias de 2010 porque, vocês sabem como é, nessa época o blog acaba tendo baixa audiência e eu queria que bastante gente lesse isso aqui...

Logo quando o tuíter inventou aquela coisa de "listas", eu apareci numa lista feita pela @drikalandim chamada "efetivados", que imaginei serem daquelas pessoas que "pulam" do virtual para o real. Pois bem, eu acho que a @drikalandim foi a primeira "efetivada" de 2010. Num conversê sobre carnaval, trocamos telefones por SMS e, no dia seguinte, estávamos nos encontrando na frente do Circo Voador para acompanharmos o Quizomba. Com ela vieram @PripaRJ e @dedsdeds, e muita diversão carnavalesca!

No final de maio, o mundo virtual já não era o bastante para mim e @casssiana. Dentre centenas de mensagens de todos os tipos, trocadas desde janeiro, conhecer era preciso, e eu nunca vou esquecer daquela loirinha linda com cara de sono, me encontrando às 6 da manhã em São Paulo, carregando uma enorme sacola que trazia meu "presente de grego". Fim de semana incomum e inesquecível.

Em setembro, um encontro marcado na última hora com os @'s queridos e jurássicos @edustarling e @splatinado, envolvia também um @ desconhecido - @vulgodudu. Foi um dia especialíssimo, em que os três me provaram que a gente pode sim ser feliz no meio de um papo muito nerd - de senhor dos anéis a bandas das quais nunca ouvi falar, que certamente se repetirá, regada a boas e prometidas caipirinhas!

Outubro, em uma viagem a Curitiba e um congresso em Florianópolis, tive a honra e o prazer de conhecer o @zecella, um cara com quem converso por horas e horas e não vejo o tempo passar. Eu não saberia descrever o @zecella - e tenho certeza de que "indescritível" é característica de poucos.

No fim de outubro, não sei se por acaso ou sorte, o efetivado foi @andredebevc e o lado real de algumas histórias que ele "poetifica" em seu blog. O Crônicas de Guardanapo foi um dos primeiros blogs que li, listei e acompanhei, logo que iniciei o Blog da Maria. E a verdade é que eu nunca imaginei que um dia ia conhecer o @andredebevc. Mas a vida tem dessas coisas que passa a perna na razão da gente...

Dezembro, em mais um chopp marcado no tuíter, com companhia de @bigdigo, @renatafern e @edustarling, conheci @revictal, mais uma carioquíssima, cheia de conversa boa e muita história pra contar, rir e se identificar! Quero ela em todos os próximos!

E, talvez pra fechar os efetivados, neste último fim de semana rolou o #SP18, um encontro de gente do tuíter que resolveu passar por lado real da vida e escolheu São Paulo como cenário. Eu não vou listar todos os @'s aqui porque, certamente, vou esquecer de alguém e ser injusta. Mas teve uma, em especial, que fez pesar a minha decisão de ir, que foi a @mayumemaldita - ácida e doce, ela é uma contradição. Das boas. E devo a ela um poste com uma de suas histórias excelentes.

#adendo: Bem, dá pra lembrar de todo mundo por aqui: ilustração das figuras do #SP18 feita pelo @glaucoguima, coisa de profissa (vale uma conferida no blog dele). Obrigada pela cessão da imagem, Glauco!



Falta alguém? Ah sim, claro... falta a @J_Mile. Falta porque eu não a conheci ainda. Ô menininha difícil, viu?

E que venham ainda muitos @'s pra gente conhecer!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

woody

Here we go again. Se tudo transcorrer na paz, assistirei a "Você vai conhecer o homem dos seus sonhos" hoje à noite.

# Confissão número um: quando vi o filme anunciado no site do cinema, não vi que era do Woody Allen. Julguei como uma comédia romântica qualquer, que assistiria a qualquer hora porque talvez fosse interessante ver o Anthony Hopkins envolvido, e gosto da boca torta da Naomi Watts. Ah sim, tem também o Antonio Banderas, que deixo para a Renata Fern.

#Confissão número dois: se não fosse por um blog tão qualquer como este, por onde passei esta manhã, não ia saber que o filme era do Woody Allen. Ou aconteceria como aconteceu quando...

#Confissão número três: ... eu fui pro cinema ver Vicky, Cristina, Barcelona e, simplesmente, detestei o filme. Detestei com letras maiúsculas. Quando o filme terminou e passaram os créditos com o nome do Woody Allen, eu não pensei isso, eu juro que não pensei, mas tive aquela sensação de "nossa, tudo faz sentido agora". Parêntese: é claro que a Penelope Cruz foi a responsável por eu não ter perdido o meu tempo - irretocável como María Elena.

O Vicky, Cristina, Barcelona me rendeu uma bronca básica da Bebel: "você não entendeu o filme", numa tarde em que, não lembro se ela ou se a Jô, disse que o Woody Allen é capaz de comer qualquer mulher. Eu duvido. Aí fui convencida a (re)ver Manhattan e, cara, eu já a-d-o-r-o a Diane Keaton... dormir teria sido melhor.

Mas, apesar de tudo, Woody Allen merece o meu respeito. Não por ser respeitado também por muitos outros, dane-se a opinião alheia, mas porque eu ainda tenho fé de que um dia eu vá gostar de um filme dele. Alguém que merece meu crédito, merece meu respeito.

E Saramago já é outra história...

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

amizade "preto no branco"




Essa noite a gente dormiu abraçadinho, depois do sexo. Eu até casaria com ele, só que a gente mal toca neste assunto. Eu gosto muito quando ele quer me-ter, adoro amizades com privilégios e acho que as mulheres não dão o devido valor a isso. E ele sempre me lembra de que, se for pra eu ficar com outras, é pra levar ele junto (DE ONDE ELE TIRA ISSO?).


isso foi um comentariozinho deixado por mim, anonimamente, aqui, pra rebater o original. fica de homenagem àqueles que sabem dar o devido valor à "cláusula de vaza".

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

5

cinco rascunhos aqui falando sobre você, sobre "a gente". CINCO. identificação, misticismo, vontade, sei lá.

é, mariamélia, pára com essa mania de ficar racionalizando tudo, e querendo explicação para tudo, porque você era bem mais divertida quando não era assim. e também não é nada tão sobrenatural que valha 5 rascunhos neste blog jogado no canto mais insignificante da sua vida. só significa que você anda pensando muito no assunto.

embora durma e acorde dias e dias sem nem lembrar que o assunto existe.

vai vivendo que, na hora em que você se de-parar, vai saber o que fazer. sempre soube. esse é teu problema. embora muitas, muitas vezes, faça tudo ao contrário.

só não esquece que agora está jurada de morte.


sábado, 4 de dezembro de 2010

a conta, por favor.

Hoje, pra variar, o dilúvio saiu de casa junto comigo. Ainda corri para pegar um táxi, mas não tinha nenhum à vista e, como em dez passos eu já estava encharcada, resolvi ir andando mesmo, na tempestade, para o trabalho.

Parêntese: de onde eu venho, se a previsão de chuva é 14mm, é porque vai chover essa quantidade durante o dia todo. Aqui, é 14mm em 1 hora - a hora em que saio para trabalhar.

A rua da faculdade é uma ruazinha sem saída que alaga. Tamanha foi a quantidade de chuva que tinha bem um meio metro de água impedindo a passagem até o portão. Por isto, ficamos, eu e mais 6 alunos, tomando um café na padaria que tem na esquina. Uma hora depois a chuva parou e a gente conseguiu voltar para a faculdade. E aí, eu peguei a comanda de todo mundo para pagar. 14 reais ao todo, de cafés, sucos, pão de queijo, essas bobagens.

E eles ficaram perplexos com o fato de eu fazer a gentileza de pagar a conta.

Não sei o que acontece nesta cidade, mas já reparei o hábito de ninguém nunca pagar a conta de ninguém (observação corroborada por diversas mulheres). Só dois homens pagaram a minha conta aqui, e os dois, diga-se, gostam muito de mim. Um deles, aliás, é louco por mim. No sentido patológico mesmo.

Uma vez me senti meio mal por ter sido "cortejada" por um homem daqui, pelo menos eu acho que era isso, e ele me apresentar a conta pra dividir. Duas vezes. Na primeira, eu achei meio estranho, mas eu ainda não tinha certeza da intenção dele. Tinha sido aquele convite de última hora, quando você ainda não sabe se a pessoa está a fim de você ou de um chopp, e tudo bem. Quando eu saquei que o cara estava a fim, dei chance pra ele ser cavalheiro e saímos uma segunda vez.  Me arrependo até hoje de não ter pagado essa conta sozinha. Acho que eram uns 80 reais, no máximo. Mas, não precisa dizer que morreu ali, precisa?

Na época me deu vontade de escancarar aqui no blog,  afinal, é uma ótima temática, mas ele andava lendo e eu segurei a onda. E se ele vir agora também, dane-se. Fica a dica. O fator conta pesou muito para que eu não desse mais idéia.

E, na boa, eu não acho que o cara tem que pagar a conta em todas as ocasiões. Mas, se ele convida, e está a fim da mulher, não custa ser gentil. Assim como, se eu convido qualquer pessoa pra jantar na minha casa, vou bancar o jantar todo, as bebidas, as velas, e até a camisola e a camisinha, se for o caso, e não vou apresentar a conta a no final. Ou seja, não custa ser gentil sempre.

O fato é que eu sou nascida e criada no meio de um monte de gente gentil, graças a Deus. Falo até o nome dos que andam por aqui e na minha companhia o tempo todo, Renata, Rodrigo, Ju, Bebel, Phillipe, gente que, em tendo dinheiro na carteira, não faz miséria pra pagar a conta, dividida ou não. E o troco, claro, sempre pro garçom. E aí eu não me acostumo com esse mal jeito dessa terra, acho que dinheiro é muito pouco nessas horas.

E não sei também se todo mundo vai entender o que estou tentando dizer. Enfim...

PS: ando meio de saco cheio dessa ficção de merda que eu escrevo. Quase fecho isso aqui, mas, como acho que não faz diferença nem na minha vida, nem na de ninguém, deixa aberto.