segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

girls just wanna have...


Reparem como as meninas dançam umas com as outras no baile.

E como tem um monte de homem bobo lá atrás olhando.

sábado, 17 de dezembro de 2011

vale um post

na minha coxa tá escrito "sobe mais" em braile. só que tem que beijar a nuca antes pra conseguir ler.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

acessos diários

eram mais de mil fotos naquele álbum digital. todos os dias um acesso, dois ou três. e assim passou a construir a pessoa imaginária que habitava o corpo, a pele e o sorriso daquela moça ali das fotos. pensava no jeito dela. passava horas pensando em como seria a sua voz e também o cheiro. eram horas e horas, que faziam crescer cada vez mais o fascínio. alguns poderiam chamar de obsessão, esses que tem mania de adicionar maldade em todas as coisas. mas ela é só uma moça não anônima porém desconhecida que ao se mostrar tornou-se objeto de um desejo simples que se tem de olhar, olhar e olhar e nada mais. ela é só imagem. ou era. até um dia, quando ampliou uma foto perdida entre aquelas milhares, em que apareceu chorando de um jeito que preferia ter contido. choro talvez de emoção, talvez de saudade, mais para feliz do que para triste. e desejou saber a temperatura do rosto dela e o gosto das lágrimas. aquela desconhecida. tão linda...


Pra Dani, que lembrou que eu tenho um blog.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

um ano

hoje faz um ano do beijo que nunca aconteceu. por que eu me lembrei disso? porque foi aniversário da minha prima e eu lembrei que tinha sido no dia da festa dela ano passado. um ano que voltamos pra casa com "alguma coisa faltando". e eu sempre me lembrando de um daqueles papeizinhos que vem no bombom baci que diz: "um beijo não dado é um beijo perdido pra sempre". depois perdemos outros, e talvez ainda percamos ainda mais. tudo culpa do maldito abismo.

mas, de verdade? eu nem ligo. beijo tá longe de ser a coisa mais importante pra gente ou qualquer coisa que ele desengatilhe. eu tenho você da mesma maneira torta e inexplicável que você me tem. e quem sabe não está na hora de parar de procurar sentido pra tudo que acontece no universo? algumas coisa simplesmente são. nós somos.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

dia das crianças ou "não se fazem mais triângulos amorosos como antigamente"

maria que amava joão mas dava pra severino - dava idéia pra severino. muita idéia. porque severino nunca aproveitava, ou queria aproveitar, as deixas que maria dava para justamente dar para ele, no sentido sexual da coisa, o que causava em maria uma total baixa de autoestima e, nos amigos de maria, desconfianças acerca da macheza do rapaz. mas esses efeitos passavam rápido em maria, e ela logo ligava para daniel, para pedro ou para andré e ia ser feliz. o problema é que ela amava joão. e joão amava manuela. mas sempre que joão encontrava maria era uma parada de olhares que ninguém explica. até severino, que não aproveitava as deixas de maria, quando percebia os olhares encontrados de maria e joão, dava um jeito de interromper aquele encontro, desviando a atenção dos dois para um outro assunto qualquer. e maria até se esquecia por uns instantes que amava joão e se deixava levar pela conversa e carinhos e abraços de severino, que joão, que gostava muito de maria, incentivava mesmo sentindo uma pontinha de ciúme lá no fundo do peito. mas, de que adiantava? severino nunca finalizava o lance. nunca. e maria sempre voltava pra casa insatisfeita, com raiva de severino e amando joão para sempre, enquanto os dois iam jogar futebol na pracinha.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

e lá longe o barulho da rua, dos carros e das pessoas

Ah, você... eu já tinha me esquecido que encontros em tardes quentes eram tão eficientes para curar o corpo. Deixar a alma um pouco de lado, ser bicho, prestar um pouco de atenção à respiração alterada, ao coração acelerado e todas as outras reações que vem quando beijos esperados chegam de assalto. Ficar nua em poucos minutos e ver você fazer comigo o que quer, o que eu mereço e o que imploro. Se foi vontade o que houve um dia, jaz agora a pobrezinha ali morta no chão da sala, na minha boca e no meio das minhas pernas, pra voltar a nascer a cada vez que você olha para mim e arranca do meu rosto um sorriso e com sua mão mais um suspiro. Me aperta e me leva com você que eu juro não jurar amor eterno porque isso pode ficar pra depois, bem depois. Só não esquece de me abraçar se eu sentir frio e de dizer meu nome, bem baixinho, bem pertinho, pra eu não me esquecer, sim, olha o que você me fez, provou o Rio de Janeiro pode ser maravilhoso mesmo entre quatro paredes.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

cuidado

de quinze em quinze dias

(que não são bem quinze, são catorze)

a comida certa

caseira
honesta
limpinha

só não sei se nesta prisão
sou carcereiro ou
prisioneiro